Flaco fala sobre a temporada 2025; ⚽ Palmeiras imagina poucas alterações no elenco para 2026





10 Dezembro 2025 - 07h00
O atacante Flaco López, do Palmeiras, classificou a temporada como “amarga” pela ausência de títulos, embora pessoalmente a considere marcante por sua primeira convocação para a seleção argentina. No Troféu Mesa Redonda, ele reforçou isso com clareza: “Não vou ser hipócrita de falar que não foi um ano bom pra mim. Foi, talvez, um dos anos mais importantes, que vou lembrar pela minha vida toda, porque consegui um dos sonhos mais importante da minha carreira, que é jogar pela seleção”.

Mesmo diante do desempenho coletivo abaixo do esperado, Flaco evitou esconder sua evolução individual, ressaltando que realizar o sonho de vestir a camisa de seu país tornou o ano especial. Ainda assim, ele admitiu que o elenco não alcançou o que se imaginava para 2025, temporada em que o Palmeiras encerrou sem conquistas e acumulando dois vices — na Libertadores e no Brasileirão.

### 2026: Palmeiras espera pouco movimento no mercado
Apesar do jejum de títulos, a diretoria não planeja uma reformulação profunda. A ideia é manter a base que disputou Paulistão, Brasileiro e Libertadores até o fim, fazendo ajustes pontuais. A previsão interna é buscar quatro reforços: um zagueiro, um volante, um meia-atacante e um centroavante.

### Defesa instável e busca por reforço
O sistema defensivo encerrou o ano com 76 jogos e 61 gols sofridos (média de 0,80 por partida, uma das mais altas da era Abel), o que reforça a necessidade de um novo defensor. O setor conta atualmente com Gustavo Gómez, Murilo, Bruno Fuchs, Micael e Benedetti.

Fuchs, apesar de comprado em definitivo ao Atlético-MG, não se consolidou como titular nos 44 jogos do ano. Gómez mantém regularidade e confiança, enquanto Murilo enfrentou lesões e oscilação. Micael, contratado por R$ 25 milhões, perdeu espaço e deve deixar o clube. Já Benedetti, aprovado em testes contra Grêmio e Ceará, deve seguir como aposta da base.

### Meio-campo sofre, e clube procura um novo primeiro volante
A queda de rendimento de Aníbal Moreno no segundo semestre acendeu o alerta. Emi Martínez, contratado por R$ 44 milhões para ser alternativa, também não se firmou. Ambos tiveram momentos de instabilidade, e o uruguaio chegou a ser apontado por Abel Ferreira como decisivo na derrota por 3-0 para a LDU, na semifinal da Libertadores. Na final, apenas Andreas Pereira, de origem, atuou no meio.

Com isso, o Palmeiras deve ir ao mercado atrás de um novo primeiro volante e está aberto a ouvir propostas pelos atuais nomes da posição.

### Flaco e Roque se destacam, mas faltam alternativas
A dupla de ataque funcionou: Flaco López terminou com 25 gols e Vitor Roque com 20, formando os dois principais artilheiros do ano. O problema surgiu quando eles não estavam disponíveis — Luighi e Bruno Rodrigues não conseguiram manter o nível, algo evidente especialmente na derrota para o Santos na Vila Belmiro.

Vitor Roque confirmou que continuará no clube: “Já tive proposta do futebol árabe sim e vimos que não era o momento, como tem sondagens agora do futebol europeu, tanto de equipes de primeiro escalação quanto de segundo. Mas vejo que agora não é o momento, estou feliz no Palmeiras, focado no Palmeiras e é o mais importante para começar 2026”.

Para o próximo ano, Paulinho retorna como esperança de gols. Ainda assim, como Flaco e Roque têm sido convocados com frequência para suas seleções, um novo atacante deve chegar para compor o setor. Bruno Rodrigues e Luighi tendem a perder ainda mais espaço.

### Abel quer um meia-atacante mais rodado
Após a campanha na Libertadores, Abel Ferreira citou a falta de experiência como fator determinante contra o Flamengo. O elenco é qualificado, mas jovem, e a comissão técnica entende que um meia-atacante experiente pode ajudar.

Jhon Arias, ex-Fluminense e atualmente no Wolverhampton — lanterna da Premier League com dois pontos após 15 rodadas — segue sendo um desejo antigo da diretoria.

De acordo com o jornalista Paulo Massini, ação do Flamengo busca atingir fonte de renda do Palmeiras

O Flamengo voltou a pressionar a CBF para barrar o uso de gramados sintéticos no Brasil, e a movimentação gerou forte crítica de Paulo Massini, do Bandsports. Para o comentarista, a investida rubro-negra não tem relação com debates técnicos, e sim com interesses diretos na disputa com o Palmeiras.

"O Flamengo não está preocupado com a saúde do jogador ou com a qualidade do gramado. A intenção é minar uma das fontes de renda do Palmeiras, um dos seus principais oponentes", afirmou Massini, apontando o real motivo por trás da iniciativa.
 
Foto: Allianz Parque/Palmeiras/by Canon

Ele lembrou que o congresso técnico do Brasileirão acontece nesta semana e avaliou que o Palmeiras deve sair em desvantagem na articulação política. Segundo Massini, o clube não reúne apoio nem mesmo de equipes que também utilizam o sintético, como Atlético-MG e Athletico-PR. Para ele, ambos preferem evitar exposição: “Estão na miúda”, resumiu.

O comentarista destacou ainda que, em caso de troca de gramado, a responsabilidade financeira seria da WTorre. Mesmo assim, o Palmeiras enfrentaria perdas consideráveis, já que parte de sua receita vem da realização de shows no estádio — algo que representa cerca de 8% do faturamento, segundo Massini. No entanto, ele aponta que o problema principal é outro.

"O que me incomoda, pelo lado do Palmeiras, é que, enquanto tudo isso acontece, a presidente fala em mudar o estatuto. E o diretor-executivo (Anderson Barros), que deveria se posicionar, fala o quê? Com as pernas tremendo, porque ele tem medo de dar entrevista, fala 'vamos discutir internamente a questão'. Mas já era: a questão midiática foi derrubada pela potência que é o Flamengo, pela audiência e o tamanho da torcida", concluiu o jornalista.

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