Com gramado em reforma, Palmeiras começará 2026 atuando em Barueri 🏟️
12 Dezembro 2025 - 07h00
WTorre dá início à reforma do gramado do Allianz Parque, e o Palmeiras começará 2026 atuando na Arena Barueri.
A administradora do Allianz Parque iniciou a substituição completa do gramado sintético do estádio. A WTorre, porém, ainda não definiu um prazo para a conclusão das obras. Por causa disso, o Palmeiras terá de mandar seus primeiros compromissos da próxima temporada na Arena Barueri, estrutura que mantém relação próxima com o clube.
Vista da Arena Barueri antes de jogo entre Palmeiras e Internacional-RS em 2025 (Foto: Ricardo Moreira/Getty Images)
A Arena Barueri, que receberá a equipe nos primeiros jogos de 2026, também opera com gramado sintético. Enquanto isso, o Allianz Parque seguirá utilizando material fornecido pela empresa Soccer Grass. A expectativa é que o investimento total na reforma chegue a aproximadamente R$ 11 milhões.Palmeiras e outros clubes que adotam gramado sintético rebateram o Flamengo e divulgaram uma manifestação conjunta.
Palmeiras, Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo e Chapecoense assinaram um comunicado defendendo o uso do gramado sintético em seus estádios. A publicação surgiu como resposta direta ao documento enviado pelo Flamengo à CBF solicitando a criação de um padrão nacional e o fim desse tipo de piso até 2027.
A discussão ganhou ainda mais força depois que Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Luiz Eduardo Baptista, o BAP, dirigente do Flamengo, trocaram declarações públicas após a proposta rubro-negra se tornar pública.
No conteúdo divulgado pelos clubes, eles argumentam que a tecnologia empregada segue “as melhores práticas internacionais” e afirmam que o posicionamento do Flamengo está baseado em uma “narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada”. Segundo o grupo, o gramado sintético de alto rendimento chega a “superar” campos naturais que se encontram em condições ruins.
O texto também reforça que “não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos”, ponto frequentemente citado por quem defende o uso exclusivo de gramados naturais no futebol nacional.
Para concluir, os clubes afirmam que o debate sobre a qualidade dos gramados é “necessário”, mas precisa ocorrer com “responsabilidade”, sem recorrer a “narrativas que distorcem a realidade”.
Já no documento enviado à CBF, o Flamengo sustenta que nenhum país campeão mundial permite o uso de “grama de plástico”. O clube também cita que vários jogadores — entre eles Neymar e outros nomes de peso do futebol brasileiro — já se posicionaram contra o sintético nas competições de elite.
O clube rubro-negro afirma ainda que existem “vários estudos que demonstram claro indicativo” de prejuízo à saúde dos atletas, alegando aumento de lesões e outros problemas decorrentes do contato com o material.
Para evitar impactos imediatos, o Flamengo sugere que os clubes da Série A adotem a transição para o gramado natural até o fim de 2027, e os da Série B, até 2028. No período de adaptação, a ideia é que exista um padrão mínimo para quem utiliza o piso artificial.
Por fim, o clube reafirma a defesa de diretrizes claras para a qualidade dos gramados naturais, alinhadas aos padrões da Fifa e da Uefa, destacando que hoje não há qualquer regulamentação robusta sobre campos — sejam eles naturais ou sintéticos — no país.
A seguir, na íntegra a nota oficial emitida pelos clubes que utilizam gramado sintético:
Diante das recentes declarações públicas sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais.
Em primeiro lugar, é imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada.
Também reiteramos que um gramado sintético de alta performance supera, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.
É igualmente importante esclarecer que não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos.
O tema da qualidade dos gramados é legítimo, saudável e necessário. Porém, deve ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com narrativas que distorcem a realidade, desinformam o público e desconsideram a complexidade do assunto.


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