Leivinha, Eterno Ídolo da Segunda Academia, Morre aos 76
O Palmeiras lamentou, nesta quinta-feira (04), a morte de João Leiva Campos Filho, o Leivinha, aos 76 anos. Ídolo histórico do clube, ele foi um dos nomes mais marcantes da Segunda Academia, equipe que brilhou e encantou o futebol brasileiro na primeira metade da década de 1970. Dono de grande técnica, inteligência em campo e boa finalização, o ex-meia-atacante aparece entre os 15 maiores goleadores da história alviverde e também entre os cinco que mais marcaram pelo Verdão em Campeonatos Brasileiros. Ao todo, foram 267 partidas e 108 gols, deixando um legado que atravessou gerações.
"Nesta quinta-feira (04/junho) nos despedimos de João Leiva Campos Filho, um dos ídolos eternos da Sociedade Esportiva Palmeiras. Craque com os pés e a cabeça, Leivinha foi um dos símbolos da equipe palmeirense que encantou o Brasil na primeira metade da década de 1970. Um meia-atacante de toques rápidos, presença de área e excelente finalização, que figura entre os 15 maiores artilheiros da história do clube e entre os cinco que mais foram às redes pelo Verdão em Campeonato Brasileiro."
Natural de Novo Horizonte (SP), onde nasceu em 11 de setembro de 1949, Leivinha começou no futebol aos 15 anos, em Lins (SP), cidade também localizada no interior paulista. "O jogo estava no sangue da família", relembrou anos depois o ex-jogador, que tinha nos irmãos gêmeos Dadá e Didi outros dois atletas profissionais.
O bom desempenho pelo Linense chamou a atenção da Portuguesa, onde ele chegou em 1966, ainda muito jovem. "Eu tive muita sorte. No primeiro treinamento, o treinador tinha dificuldade para montar a equipe, pois tanto o Ivair quanto o Renê estavam contundidos. Ele foi obrigado a mudar o conjunto. Colocou o Sílvio e faltava um jogador. Aí ele me chamou", contou Leivinha, que marcou quatro gols nos treinos com o time principal e garantiu sua permanência no Canindé.
Eternizado na Academia de Futebol e para sempre nos corações alviverdes 💚
— SE Palmeiras (@Palmeiras) June 4, 2026
Descanse em paz, Leivinha! pic.twitter.com/nKrx0HJin5
Leivinha também ficou marcado por um dos lances de arbitragem mais contestados da história do futebol brasileiro. No Paulistão de 1971, em duelo decisivo contra o São Paulo, ele marcou de cabeça um gol legítimo, mas a jogada foi anulada pelo árbitro Armando Marques, que alegou toque de mão.
"O Armando queria ser o personagem da partida. O verdadeiro juiz é aquele que passa despercebido nos jogos", disse Leivinha à época.
Depois da Copa de 1974, Leivinha seguiu para o Atlético de Madrid, onde conquistou o Torneio Ramón de Carranza ao bater o Real Madrid na final. A carreira, porém, terminou cedo: aos 29 anos, ele se aposentou por problemas físicos, quando ainda defendia o São Paulo.
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