No derby quente e polêmico, VAR acerta nas expulsões, mas ignora pênalti para o Palmeiras
O dérbi paulista terminou empatado sem gols em Itaquera, mas deixou muita reclamação com a arbitragem.
Palmeiras e Corinthians ficaram no 0 a 0 em um clássico movimentado no último domingo, na Neo Química Arena, em Itaquera, SP. O time alvinegro terminou a partida com dois jogadores expulsos: André, por gesto obsceno na primeira etapa, e Matheuzinho, por agressão a Flaco López no segundo tempo. Os dois lances passaram pela checagem do árbitro Flávio Rodrigues de Souza no VAR.
No primeiro caso, André sofreu falta de Andreas Pereira e, ao se levantar, fez um gesto com as partes íntimas. Os atletas do Palmeiras protestaram imediatamente, e Daniel Nobre Bins recomendou a revisão do lance. Para o comentarista da Globo, PC de Oliveira, a decisão da arbitragem foi correta.
''No texto da regra do jogo tem algumas situações que são infrações puníveis de cartão vermelho direto, uma delas é quando o jogador profere palavras, ou realiza uma ação ofensiva, grosseira, ou insultante. Aí o árbitro se perceber em campo tem que tomar a decisão aplicando vermelho diretamente, ou no VAR, com base nas imagens, e não precisa ser na hora, inclusive se o jog tivesse sido reiniciado o VAR poderia intervir e recomendar a revisão. A atuação do Daniel Bins nesse caso foi perfeita. O André faz o sinal para o Andreas, depois ele percebe que tem VAR e tenta disfarçar'' — disse o ex-árbitro PC de Oliveira durante o programa "Fechamento", do SporTV.
Já no segundo tempo, Matheuzinho se complicou na disputa com Flaco López e atingiu o adversário. Inicialmente, ele recebeu o vermelho por segundo amarelo, mas a revisão do VAR levou à expulsão direta. Segundo PC de Oliveira, esse detalhe muda o enquadramento da punição e pode pesar mais para o lateral corintiano.
'' A participação do VAR foi muito importante pois o peso de uma expulsão pelo segundo cartão amarelo é diferente do que um vermelho direto. Ele teve uma conduta violenta, não havia mais uma disputa de bola e ele acerta o rosto do adversário. Aí ele tem que receber o vermelho direto, o julgamento no tribunal é completamente diferente, porque o árbitro provavelmente iria colocar como uma conduta antidesportiva, poderia ter um peso menor no tribunal, mas a recomendação da revisão do VAR é correta. É uma atitude de cartão vermelho direto'' diz o PC.
''Se o Matheuzinho tiver recebido o terceiro cartão amarelo e depois ele é expulso por vermelho direto ele tem que cumprir suspensão de dois jogos. Um por terceiro amarelo e outro pelo vermelho direto'' prosseguiu PC.
Pênalti não marcado:
Aos 17 minutos do segundo tempo, Ramon Sosa chegou antes na bola, mas acabou sendo chutado por Gabriel Paulista dentro da área. O Palmeiras reclamou bastante, porém a arbitragem mandou seguir. Para Flávio Rodrigues de Souza e sua equipe, a jogada não foi punida, em um erro apontado no clássico.
''Nesse tipo de jogada o VAR deve avaliar quem toca na bola e a ação é muito clara. Quem antecipa e toca a bola é o Sosa, e o Gabriel Paulista de forma imprudente tenta chutar a bola. No meio da semana houve um pênalti semelhante contra o Palmeiras feito pelo Maurício. A regra não fala da intenção, mas entra a imprudência, não houve precaução, quando o jogador antecipa ele só pega o adversário''. disse o ex-arbitro PC de Oliveira.
O clássico ainda terminou com novas reclamações depois do apito final. O Palmeiras acusou funcionários do rival de agredirem o atacante Luighi. De acordo com o clube alviverde, a confusão aconteceu no acesso aos vestiários do estádio.
Próximo jogo:
Palmeiras x Sporting Cristal-PER
Dia: 16 Abril 2026
Hora: 19h00 (Horário de Brasília)
Local: Allianz Parque
Torneio: Libertadores 2026
Transmissão: IngressosParamount+
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