Negociação por John Arias entra na reta final no Palmeiras ⚽





06 Fevereiro 2026 - 07h00

Demorou, mas o colombiano assimilou a situação: não há interesse europeu por ele. Danilo também não retorna — o Botafogo não libera. O meia aguardou, porém decidiu regressar ao Brasil. O Wolverhampton aceitou R$ 154 milhões. É o reforço pedido por Abel Ferreira desde o fim de 2025, quando se definiu que Raphael Veiga não seguiria. A negociação foi longa. A explicação é conhecida na direção palmeirense.
 
Jhon Arias em sua apresentação no Wolverhampton (Foto: Divulgação)

Arias queria permanecer na Europa. Esperava surgir outro clube do Velho Continente interessado. Não apareceu. O colombiano, 28 anos, teve de reconhecer que errou ao escolher o Wolverhampton. O time não teve recursos para montar elenco forte. Viveu na Premier League retraído, com um desenho tático conservador.

Isolado, Arias rendeu pouco. Marcou duas vezes e deu uma assistência em 26 jogos. Já atua como quem vive em Segunda Divisão: o clube é o lanterna da Premier League e sem reação. Resultado: vender jogadores e planejar o elenco 2026/2027 para voltar à elite. O Palmeiras sabia da cláusula que dava prioridade ao Fluminense se equiparasse qualquer oferta. Ofereceu R$ 154 milhões (25 milhões de euros). O clube carioca ficou em R$ 124 milhões (20 milhões). O óbvio se consumou — os ingleses recusaram.

Arias chega ao Palmeiras com contrato de quatro anos. Abel já cobiçava o meia veloz, habilidoso e goleador desde o fim de 2025, quando Veiga não voltou ao melhor nível. Pelo contrário, caiu de rendimento e foi emprestado ao América do México. O treinador, que indicou saídas como a de Veiga, Facundo Torres, Aníbal Moreno, Weverton Bruno Rodrigues e Micael, explicou à presidente Leila Pereira a urgência por reforços.

Além de Marlon Freitas, o técnico foi preciso: escolheu Arias para atuar por dentro e pelo ataque, e Nino para a zaga. O Palmeiras enfrenta resistência do Zenit e o assédio do Fluminense, mas tenta fechar com o defensor. Surgiram rumores de que o Botafogo precisava 'fazer caixa'. Abel pediu a Leila autorização para tentar a contratação de Danilo, mas a direção botafoguense negou a negociação — o jogador vive ótima fase.

O executivo Anderson Barros aliviou a pressão por reforços. Arias é a resposta imediata. E Barros ainda busca Nino, apesar do Zenit afirmar publicamente que não negocia. O jogador demonstraria interesse em voltar ao Brasil. Mesmo tardia, a contratação de Arias é grande vitória de Barros. É após a despedida de Veiga, o colombiano é o meia/atacante que o treinador esperava.


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